gastrónomo

Os prazeres da mesa são tão inatos a Nuno Nobre que nem tem memória quando nasceu a paixão. Das idas à pesca e à apanha do marisco com o pai em criança? Do interesse com que acompanhava o talento da mãe na cozinha? Das inúmeras refeições realizadas em família nos melhores restaurantes do país? Da inspiração pura que foi ter um avô que geriu casas de restauração míticas lisboetas, como o Café Palladium na Avenida da Liberdade ou o Café Astória em Alvalade? Tudo isso, com certeza. Mas mais: uma paixão e gosto inexplicável por tudo o que é genuinamente português e a curiosidade de querer conhecer novos produtos, novas formas de criar harmonia entre eles, novos meios de os divulgar. É isso que faz de Nuno Nobre um gastrónomo de alma e um expert atento. Duas qualidades que lhe dão o perfil perfeito para avaliar o que de melhor se apresenta às mesas portuguesas e do mundo.

Mergulha com todos os sentidos no que há de mais genuíno em cada lugar e viaja promovendo o encontro entre pessoas, produtores locais, cozinheiros e jornalistas, demorando-se por lá, para perceber o que liga as pessoas à terra e ao mar, o que as rodeia e da qual sempre viveram e para descobrir histórias, raízes, memórias, tradições, saberes e sabores, emoções, cumplicidades. E depois vai para a cozinha e sentam-se à mesa para honrar o espírito desses lugares através de experiências gastronómicas autênticas.

Desafios que recebe de braços abertos e com empenho que coloca em tudo o que faz. Porque, como gastrónomo nacional e internacional, sabe que o que o formou foi aquilo que já provou e que ainda vai provar. E, também por isso viaja. Muito. “Sou um gastrónomo do mundo pelas viagens que já fiz e por aquelas que não descanso enquanto não fizer”.