Ambiente e Ciência

Ás de Carapau

Bisca dos 3 valoriza carapau no arraial Associação Renovar a Mouraria. Na comemoração do Dia Mundial dos Oceanos, a PONG-Pesca está a apoiar a associação Renovar a Mouraria na organização do primeiro «Arraial com Carapau», no dia 8 de Junho. Na tentativa de chamar à atenção das pessoas para alternativas viáveis ao consumo da sardinha, espécie cujo stock ibérico se encontra em declínio há vários anos, o arraial terá carapau. Uma espécie igualmente nutritiva e cujo stockestá em bom estado, não tendo sido explorado na sua totalidade nos últimos dois anos. “O carapau é uma espécie sustentável, abundante na nossa costa e rica do ponto de vista nutricional. A promoção desta espécie, tradicional na gastronomia portuguesa, mas pouco valorizada comercialmente, representa um contributo para o aumento da rentabilidade do sector das pescas em Portugal e para uma retribuição mais justa ao pescador”, explica Ana Paula Queiroga, da Docapesca, que fornecerá 100 kg de carapau gratuitamente. Neste âmbito, a associação Renovar a Mouraria, que pretende organizar o arraial mais sustentável de Lisboa, terá inclusivamente utensílios reutilizáveis bem como compostagem dos restos alimentares. Inês Andrade,[…]

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Feira do Mar 2018 em Sines

Quando os dias quentes se instalam e a época balnear deixa de ser uma miragem, o desejo de estar perto do mar aumenta. Temos a sorte de, nosso país, o ter por perto em quase todas as latitudes.  Mas, apesar de não serem precisos pretextos para passar um dia à beira-mar, a organização de um evento com várias valências, capaz de agradar a diversos tipos de público, é sempre um bom motivo para voltar a Sines. A proposta chama-se Feira do Mar 2018 e, como o nome indica, é uma iniciativa – realizada em conjunto pelo Sines Tecnopolo e a Câmara Municipal de Sines – que tem como objetivo divulgar os aspetos mais relevantes da chamada Economia do Mar. Esta é a sua terceira edição. Nos dias 15, 16 e 17 de Junho não vão faltar bons motivos para ir até Sines. A oportunidade de visitar o farol ou a lota de Sines, de fazer um batismo de paddle ou mergulho, de praticar zumba ou yoga na praia, de observar animais, algas e esculturas à beira-mar.  Numa outra perspetiva –[…]

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À Beira Sal Plantada, a Salicórnia Amada 2018

O Município da Figueira da Foz, no âmbito do Programa Municipal Figueira Cidade Saudável e da comemoração do Mês do Coração, promove, com o apoio de várias entidades, a 4ª edição da iniciativa “À Beira sal plantada, a Salicórnia amada”, que tem como objetivo divulgar um produto local: a Salicórnia, uma planta halófita que cresce nas salinas, bastante tolerante ao sal, que tem a particularidade de ser salgada, permitindo a sua utilização como substituto do sal. Do programa, que decorre de 07 a 24 de maio, constam diversas iniciativas, como experiências de degustação que aliam a tradição com a inovação, sessões de showcooking dinamizadas pela Escola Profissional da Figueira da Foz, no Mercado Municipal Engenheiro Silva, ações de sensibilização para a utilização da salicórnia junto da população escolar, dinamizadas pela Sermare | Marefoz e, ainda, no Núcleo Museológico do Sal, uma massagem terapêutica aos pés com recurso à salicórnia, promovida pela Surya – Terapias alternativas.

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Algas da Costa Portuguesa

Bruno Moreira-Leite participa na próxima tertúlia sobre as algas da costa portuguesa em conjunto com o chef Tiago Feio. A iniciativa realiza-se no dia 26 de Abril Às 16:30 na Associação dos Cozinheiros Profissionais de Portugal.   Carioca, cozinheiro por formação e apaixonado por natureza, Bruno Moreira-Leite é Mestre em Ciências Gastronómicas pela Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, possuindo ainda formação em Gastronomia e Culinária pela Universidade Estácio de Sá (RJ, Brasil) e especialização em Cozinha Francesa Regional e de “Bistrot” pela Alain Ducasse Formation (ADF). Além de trabalhar como cozinheiro, professor e consultor em vários espaços, foi também proprietário de restaurantes. Com mais de 14 anos de carreira na área de gastronomia, atualmente é aluno do programa doutoral em Ciência dos Alimentos (FCT/UNL), colaborador do Mestrado em Ciências Gastronómicas (FCT/UNL) e investigador no Projeto “Alga4Food” (MAR2020). A sua área de pesquisa engloba temas diversos tais como Ficogastronomia, Gastronomia Molecular e Desenvolvimento de Novos Produtos. Em Março, Bruno participou no 4.º Festival Ouriço-do-mar da Ericeira e integra a equipa de Nuno Nobre que dinamiza a cozinha experimental do[…]

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Leonel Pereira lança novo livro sobre algas

Leonel Pereira, docente e investigador do Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra, apresenta o seu novo livro pela CRC Press “Therapeutic and Nutritional Uses of Algae“. Leonel Pereira é Licenciado em Biologia (ramo Científico) e Doutorado em Biologia (especialidade Biologia Celular), pela Faculdade de Ciência e Tecnologia da Universidade de Coimbra, onde é atualmente Professor. Além de docente nesta universidade, é também Investigador integrado no MARE (Centro de Ciências do Mar e do Ambiente) e do IMAR (Instituto do Mar). Os seus interesses centram-se sobretudo nas áreas da Biodiversidade Marinha (algas), Biotecnologia Marinha (compostos bioativos de macroalgas) e Ecologia Marinha (avaliação ambiental). É, desde 2008, o autor e editor da publicação eletrónica MACOI – Portal Português das Macroalgas (www.uc.pt/seaweeds). É autor de mais de 20 livros e capítulos de livros, publicou até ao momento mais de 20 artigos científicos em revistas internacionais, mais de 15 capítulos de livros, mais de 10 livros e é editor de 3 obras publicadas por editoras internacionais, e proferiu mais de uma centena de palestras e comunicações orais em diversos eventos científicos[…]

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Investigação, estratégia e valorização do ouriço-do-mar português

Por Nuno Nobre, Consultor de Comunicação e Gastrónomo. “O ouriço-do-mar é o nosso caviar”. É assim que Rui Neves começa por apresentar o ouriço-do-mar. Depois reflete e corrige: “Aliás, é superior ao caviar», sublinha, tratando de enumerar as virtudes do ouriço-do-mar português num crescendo de abrir o apetite: “É selvagem, é mais fresco e é mais saboroso”. O mariscador de 43 anos, natural da Ericeira, não tem dúvidas sobre o potencial do ouriço mas, por enquanto, a comercialização deste equinoderme no mercado nacional ainda é incipiente, motivada pela escassa procura. Na Ericeira “sempre foi tradição” a apanha do ouriço, mas este era sobretudo consumido em contexto familiar: “Lembro-me de ser miúdo e apanhava navalheiras, polvos e também ouriços, mas era para comer, não os vendíamos”, recorda. Na região norte do país os ouriços são também abundantes e a proximidade da Galiza, onde esta iguaria de sabor requintado é muito procurada, estimulou a apanha comercial, mas na Ericeira o negócio é recente e foi impulsionado sobretudo a partir da criação do Festival do Ouriço-do-Mar, em 2015, uma iniciativa que deu maior[…]

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Ouriços: no sabor é que está a ciência

Falar sobre ouriços do mar pode ser tão bom como saboreá-los. Prova disso foi o entusiasmo com que investigadores e empreendedores apresentaram os seus projetos nas Jornadas Técnicas que marcaram a abertura do 4.º Festival do Ouriço-do-Mar da Ericeira, no último dia 23 de março. O festival, já considerado “um evento gastronómico de referência nas suas múltiplas dimensões”, como o apresentou a vereadora da câmara municipal de Mafra, Célia Fernandes, promove a cultura gastronómica, mas pretende também “ajudar a conhecer melhor e preservar esta espécie“. Esse é o principal objetivo do projeto Ouriceira Aqua que visa otimizar o ciclo de produção dos ouriços e a melhoria das gónadas em cativeiro. A equipa de investigação liderada por Ana Pombo, do MARE (Centro de Ciências do Mar e do Ambiente) está atualmente a testar várias dietas para melhorar o sabor, a firmeza e a cor dos ouriços criados em cativeiro de forma a que se aproximem o mais possível dos seus parentes selvagens. Quem vai fazer a avaliação sensorial, em dez parâmetros, é um painel de provadores formado para este efeito e[…]

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O mar não dá só Peixe

Em 2050 seremos 9.800 mil milhões de pessoas no planeta Terra, o que coloca uma pressão crescente sobre os recursos e, em particular, a alimentação. A procura de carne e peixe está a aumentar, obrigando a encontrar alternativas para satisfazer o consumo de forma sustentável. No 4.º Festival Internacional Ouriço-do-Mar da Ericeira não queremos apenas abrir o apetite para esta iguaria gastronómica. Pretendemos também refletir sobre os desafios da alimentação do futuro, para que possamos continuar a apreciar as riquezas naturais do nosso país sem comprometer a sua sustentabilidade. Os ouriços-do-mar (e não só) estão a dar os primeiros passos na reprodução em cativeiro em Portugal. Mas há outros produtos, que ainda não marcam presença habitual à mesa dos portugueses, e podem no futuro integrar a nossa dieta. Queremos convidá-lo a descobrir, no dia 23 de março às 09h30, como é que os investigadores portugueses estão a preparar estas mudanças nos hábitos de consumo nas Jornadas Técnicas que se realizam no Auditório da Casa de Cultura Jaime Lobo e Silva na Ericeira. Ana Pombo, que lidera o projeto de aquacultura[…]

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5 Cientistas, 5 Algas, 5 Pratos

  Porque a gastronomia vai, cada vez mais, muito além da (boa) comida, esta é uma experiência global que une conhecimento, expertise e sabores únicos. Gastronomia é cultura. E ciência. Para inaugurar a sua World Tour – que irá decorrer ao longo de 2018 sob o tema Mar – o Go Foodies associa-se à APPAQUA (Associação de Promoção dos Produtos da Aquicultura e Pescas dos Açores) para criar uma primeira experiência, a realizar no dia 18 de Dezembro, em Ponta Delgada, Açores, composta por dois momentos distintos e complementares. O primeiro será a observação, identificação e apanha de algas numa praia da ilha de São Miguel sob a coordenação de cinco cientistas especialistas da área: Ana Neto da Universidade dos Açores, Isabel Sousa Pinto da Universidade do Porto, Leonel Pereira da Universidade de Coimbra, Ricardo Melo da Universidade de Lisboa e Rui Santos da Universidade de Faro. Seguir-se-á, mais tarde, o jantar degustação. O restaurante Jardim do Azoris Royal Garden Leisure & Conference Hotel, em Ponta Delgada, será o palco de uma experiência gastronómica criada por Nuno Nobre (consultor na[…]

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Arranque do primeiro projeto de aquacultura no mar dos Açores

Aquacultura offshore “abre novos horizontes” para a rentabilidade do Mar, afirma Vasco Cordeiro. O Presidente do Governo assistiu ontem, dia do mar, na freguesia da Ribeira Quente, concelho da Povoação, à instalação do primeiro projeto de aquacultura offshore nos Açores. Arranque da aquacultura offshore “abre novos horizontes” para a rentabilidade do Mar, afirma Vasco Cordeiro O Presidente do Governo assistiu ontem, dia do mar, na freguesia da Ribeira Quente, concelho da Povoação, à instalação do primeiro projeto de aquacultura offshore, tendo salientado que esta nova área de atividade representa a “abertura de novos horizontes para a rentabilidade que o mar tem para dar” aos Açores. “Aquilo que nós estamos a assistir é à abertura de novos horizontes para a rentabilidade que o mar tem para dar à nossa Região”, afirmou Vasco Cordeiro, depois de ter assistido à apresentação dos quatro projetos de aquacultura em mar alto da empresa Aquazor, já aprovados, que serão instalados nas áreas definidas da Ribeira Quente, na ilha de São Miguel, no Porto Martins, na ilha Terceira, e na Feteira, na ilha do Faial. Em declarações[…]

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